A osteogênese imperfeita é também conhecida como osteogenesis imperfecta (doença de Lobstein ou doença de Ekman-Lostein) ou doença dos ossos de vidro. É causada por genes defeituosos que prejudicam o fortalecimento ósseo, deixando-os frágeis e propensos à fraturas. Esta condição pode ser branda mas nos casos mais graves os portadores podem apresentar centenas de fraturas no decorrer da vida, mesmo sem um motivo identificado. Mesmo o feto pode sofrer fraturas intra-útero, nascendo já com deformidades importantes. O seu tratamento pode envolver cirurgias ortopédicas.

 

1- Como funcionam as hastes telescópicas no tratamento da osteogênese imperfeita – osteogenesis imperfecta?

Par de hastes que são fixadas em cada extremidade do osso longo e que funcionam como uma antena de automóvel, alongando-se à medida que a criança cresce. A parte proximal é fixada através de uma rosca de maior diâmetro, é a chamada haste fêmea, porque ela recobre a haste denominada macho, que tem sua fixação distal no osso, seja através de ponta rosqueada ou um bloqueio por um fio de kirshner.

 

 

 

2- Existe o tamanho de haste telescopada apropiado para cada caso?

Existem hastes feitas apropiadamente para cada osso longo: o fêmur, a tibia e o umero. Além disso são confeccionadas em diâmetros variados, e o exame radiológico prévio é de fundamental importância. As hastes fêmeas são de comprimento único e devem ser cortadas previamente a cirurgia ou ter em mãos um motor apropiado para o seu corte.

 

 

3- Elas acompanham todo o crescimento do osso?

Depende da idade em que são implantadas. Quando a criança portadora de osteogênese imperfeita ( osteogenesis imperfecta ) ainda apresenta um grande potencial de crescimento, existe a possibilidade da necessidade de sua troca. Além disso o fator grau de comprometimento do paciente também influencia na decisão, graus de maior acometimento ósseo apresentam uma menor taxa de crescimento final.

Seis meses após a fixação deve-se observar a consolidação óssea e o crescimento da haste.

 

4- Quando devo operar?

Quanto mais precoce é a cirurgia, menores são as deformidades e menores os traumas das múltiplas fraturas, tanto para a criança quanto para os pais. O uso da medicação tornou muito menos freqüente as fraturas na vida dessas crianças. As deformidades pré existentes ou mesmo após uma fratura inicial devem ser avaliadas pelo médico responsável. A importância está no fato de que estas deformidades poderem favorecer, do ponto de visto mecânico, uma fratura.

 

Paciente de 3 anos com 03 cirurgias ósseas realizadas.

 

5- São cirurgias que envolvem riscos?

São cirurgias de grande porte, que normalmente envolvem a necessiade de reposição sanguínea durante o ato cirúrgico ou mesmo após. São realizados múltiplos cortes no osso operado e um grande acesso cirúrgico é necessário. Apenas defomidades menores podem ser realizadas por pequenas incisões e cortes ósseos percutâneos.

6- Existem complicações?

Como em todo procedimento cirúrgico, mesmo executado por médicos bem treinados, existe a possibilidade de uma complicação. Esta vai desde uma infecção, seja ela superficial ou profunda, até intercorrências na fixação da haste. As hastes telescopadas mais modernas apresentam riscos menores de complicações. As principais são as solturas dos pontos de apoio proximal e distal não são infrequentes de acontecerem.

 

Soltura da rosca proximal

Celso B. Rizzi Jr.

Autor: Celso B. Rizzi Jr.

Experiência profissional na especialidade desde 1994. Fellowship Hands on no Shrinners Children Hospital em Los Angeles por 1 ano. Especialista por 5 anos na Rede Sarah. Especialista por 15 anos no INTO. Atualmente, coordena o Setor de Ortopedia Pediatrica, sob a chancela do STO do Hospital dos Servidores.

  • Tiago Montagnini

    Olá tudo bem?

    Tenho nos 2 pés plano valgo e gostaria de fazer a cirurgia porém tenho receio do pós operatório. Algumas dúvidas abaixo já que estou um pouco acima do peso:

    Foi colocado pino que ficou exposto para fora dos pés?
    Como fez para se locomover já que os 2 pés estarão imobilizados?
    Como tomar banho e fazer as necessidades urinar e fezes?
    Colocaram gesso ou tala? E a locomoção até a fisioterapia como foi? Ou foi feita em casa mesmo?
    Como sentava na cadeira de rodas ou trocar de cadeiras de rodas?.

    Meu email [email protected]

    Se puder me ajudar agradeceria muito.

    Att.
    Tiago M.

  • Anjinhu Lilas

    caí e fraturei o fêmur, pq tenho risco de trombose e pneumonia?

  • Rafael Pereira

    A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) está entre as mais temidas por atletas. Apesar de uma baixa incidência quando comparada a outras lesões são lesões mais graves que necessitam de cirurgia e um longo período de reabilitação.

    https://elastic.fit/blog/ligamento-cruzado-anterior-prevenindo-lesoes-lca-em-atletas/

  • Rubens Negri Temoteo

    Boa tarde!
    Eu acredito que seja dor no punho pessoas já que, pulso se refere aos batimentos cardíacos.

  • Wanessa Iano

    Faz uma semana que torci o pé, de imediato coloquei a bota mas continuei caminhando achando que era só torção. Só que na usg 5 dias após apareceu que tive alto grau de rompimento na fibulotalar. Estou achando muito estranho não ter sido dito para usar muletas e deixar o pé fora do chão sendo uma ruptura de alto grau. Nessas primeiras semanas o indicado não seria caminhar apenas de muletas sem por o pé bo Chão? Ou já é liberado por o pé no chão mesmo que sinta um pouco de dor. Estava com pouca dor e caminhando… muito medo de prejudicar a recuperação.