Escoliose é originalmente uma palavra grega que significa “curvado”. Hoje é a palavra usada para descrever o tipo mais comum de curvatura espinhal vista frontalmente. A palavra Escoliose é simplesmente um termo descritivo, como dor de cabeça, e não um diagnóstico preciso. Para se definir o tipo e a gravidade dessa condição, a avaliação é necessária.

Quando uma escoliose se desenvolve, a coluna vertebral dobra-se lateralmente e gira ao longo de seu eixo vertical. Estas alterações têm efeitos estéticos e fisiológicos, com consequências a longo prazo, que podem resultar em problemas de saúde significativos na presença de escoliose grave, de alta curvatura.

Sinais e Sintomas da Escoliose

A Escoliose nem sempre é perceptível, tornando-se perceptível apenas quando a curva progride significativamente.

Os sinais que podem indicar a patologia são:

  • Ombros ou quadris (cintura) assimétricos;
  • Tronco inclinado para o lado, resultante do encurvamento da coluna lateralmente;
  • Clavícula proeminente;
  • Cansaço e dor nas costas após tempo prolongado em posição sentada ou de pé.

curvatura na coluna

Tipos de Escoliose

Existem muitas causas de escoliose, como há muitas causas para dor de cabeça. É tarefa do seu ortopedista determinar qual tipo de escoliose você tem. Abaixo temos os tipos de escoliose mais comuns para ajudar a orientá-lo.

A curvatura pode localizar-se na parte inferior da coluna (escoliose lombar), na parte média da coluna (escoliose torácica) ou ir desde a parte inferior à superior (escoliose toracolombar). Em alguns casos para além da curvatura primária existe outra que é normalmente adquirida como forma de compensação, e faz com que o conjunto apresente uma forma de S.

tipos-escoliose

Estas curvaturas poderão ser classificadas em:

  • Escoliose funcional ou postural: a coluna é estruturalmente normal, mas parece curvada por causa de outra disfunção, como diferença no comprimento das pernas, ou espasmos musculares nos músculos das costas. A curva é geralmente leve e muda ou desaparece quando a pessoa se inclina para os lados ou para a frente.
  • Escoliose estrutural: Nestes casos, a curvatura é fixa e não desaparece quando a pessoa muda de posição.

Existem diferentes tipos de escoliose estrutural:

  • Escoliose Congênita: Este tipo de curva se desenvolve por causa de vértebras congenitamente anormais. É frequentemente associada a anomalias congênitas em outros sistemas corporais, como o coração e rins. É necessária uma investigação detalhada das crianças que sofrem desse diagnóstico.
  • Escoliose Neuromuscular: Uma grande variedade de doenças e distúrbios do sistema nervoso central (cérebro), nervos e músculos pode resultar no desenvolvimento de escoliose. Distrofia muscular é uma dessas condições.
  • Escoliose Paralítica: É o termo aplicado à curvatura que se desenvolve com freqüência quando há perda precoce da função da medula espinhal por doença ou desordem e particularmente lesão (tetraplegia e paraplegia). O manejo dos tipos de escoliose mencionados acima é muito dependente do paciente e à condição subjacente. Há muitos fatores que entram no processo de tomada de decisão do ortopedista especialista em coluna ou neurologista responsável pelo paciente.
  • Escoliose Lombar Degenerativa: Resultado da degeneração assimétrica da coluna vertebral.
  • Escoliose Idiopática: Isto significa que a causa não é conhecida. Mais de 8 em cada 10 casos de escoliose são idiopáticos.

A escoliose idiopática é sem dúvida a mais frequente e pode ocorrer em qualquer fase da infância. Não se sabe como ou por que ela se desenvolve. Não é devido à má postura e estudos demonstram que o seu aparecimento não poderá ser evitado. É mais comum durante as fases de crescimento mais rápido, na adolescência, entre os 10 a 12 anos de idade para as meninas ou 11 a 16 para os meninos.

ADENDO: Escoliose em Meninos

A escoliose pode ocorrer em meninos em qualquer idade. Em crianças muito pequenas, a forma “idiopática infantil ” é atualmente mais comum em meninos do que em meninas. No entanto, após essa idade a escoliose é muito mais comum em meninas.

Na adolescência, as meninas são até oito vezes mais propensas, que os meninos, a ter escoliose. Por razões que não são conhecidas, quanto maior a curva, mais provável é que ela será em uma menina. Conseqüentemente, é incomum que um menino tenha uma escoliose que requeira tratamento. No entanto, recomenda-se que os pais verifiquem a presença de escoliose nos seus filhos pelo menos uma vez na vida. A idade recomendada para fazer isso é aos 14 anos.

Vamos nos ater a Escoliose Idiopática no decorrer do texto abaixo:

Escoliose Idiopática

A palavra idiopática também vem da língua grega e significa patologia. Mais simplesmente, idiopática significa uma condição não associada a qualquer outra doença ou distúrbio. Infelizmente, o termo idiopático é amplamente utilizado na literatura médica para indicar que a causa de uma dada condição é desconhecida.

Existem 4 tipos principais de escoliose idiopática que são classificados de acordo com a idade de início:

ESCOLIOSE INFANTIL (até 2 anos de idade) – Uma curvatura que se desenvolve antes da criança completar dois anos de idade. Nove em cada dez destas curvas irão se resolver espontaneamente.

A escoliose idiopática infantil é uma condição rara. A causa é desconhecida, mas os fatores possíveis incluem a posição de nascimento e a posição de dormir após o nascimento. É mais comum em garotos. Ela tende a melhorar com medidas simples, como alongamentos e mudanças na posição de dormir.

O diagnóstico precoce e o tratamento são importantes, uma vez que as curvas menores são verdadeiramente curáveis ​​na maioria dos casos. Estas crianças devem ser vistas por ortopedistas pediátricos especialistas em coluna.

Eles geralmente encaminharão a criança para fisioterapeutas especializados e ensinarão aos pais o posicionamento necessário. Casos progressivos são tratados como escoliose de início precoce.

ESCOLIOSE JUVENIL IDIOPÁTICA (2 a 10 anos de idade) – Uma curva que se desenvolve na faixa etária de dois a dez anos de idade.

ESCOLIOSE IDIOPÁTICA DO ADOLESCENTE (EIA – 11 a 17 anos) – Este tipo de escoliose aparece no início da adolescência e é muito mais comum em meninas do que em meninos. Embora a incidência de curvas muito pequenas seja semelhante em ambos os sexos, a proporção entre rapazes e moças com curvas maiores de 20 graus é de 4 meninas para 1 menino e em curvas maiores de 40 graus, de 8 meninas para cada menino.

graus de escoliose
O grau de escoliose (ângulo de Cobb) é medido traçando-se uma linha entre a vértebra escoliótica mais baixa e a mais alta da curva e medindo a angulação entre elas. A figura mostra a gradação em uma escoliose dupla.

ESCOLIOSE DO ADULTO (acima de 18 anos) – A escoliose que se desenvolve após a idade de 18 anos por fatores ambientais e físicos tardios.

A classificação acima é uma maneira útil de classificar a escoliose. No entanto, a seguir apresentamos o novo sistema de classificação:

ESCOLIOSE DE INÍCIO PRECOCE E TARDIO – É raro que as crianças desenvolvam escoliose abaixo de 10 anos. Dado que a escoliose é impulsionada pelo crescimento, a ocorrência em crianças mais jovens necessitará de tratamento, mais provavelmente, do que as observadas na adolescência.

A escoliose de início precoce é definida como aquela que se apresenta até os 5 anos. Até essa idade, a escoliose pode ter um grande impacto na saúde se não for tratada. Isso acontece porque uma coluna deformada pode afetar o desenvolvimento do coração e pulmões. A longo prazo, isso pode levar à problemas respiratórios e de pressão arterial (hipertensão pulmonar) na idade adulta. Uma escoliose que se desenvolve após os 5 anos de idade não impacta significativamente no desenvolvimento do coração e do pulmão e a expectativa de vida é geralmente normal.

A dificuldade de tratar a escoliose em jovens está em controlar a escoliose sem interferir com o crescimento da coluna vertebral. Nos adolescentes a cirurgia de escoliose envolve a fusão da parte curvada da coluna vertebral. Isso a retifica, mas impede o crescimento a esses níveis. Este não é um problema caso a coluna vertebral tenha crescido o suficiente para esta idade. Na verdade, com a idade de 10 anos, a coluna vertebral já está 80% desenvolvida.

Tratamento para Escoliose de Início Precoce

O tratamento em crianças com menos de 10 anos visa evitar a fusão espinhal (exceto em circunstâncias especiais).

As 2 opções para o tratamento de escoliose, de início precoce, são:

1. Moldagem

Em crianças pequenas, coletes de gesso são aplicados em torno do tronco, sob anestesia geral, para se endireitar a coluna. A criança fica no hospital por um dia. O material permanece ajustado à criança por 1 a 4 meses antes de ser alterado. A moldagem é útil no tratamento de crianças pequenas e em rápido crescimento, onde uma cinta seria rapidamente superada, ou quando as curvas são muito grandes para serem apoiadas (geralmente mais de 50 graus).

A moldagem é geralmente reservada para crianças menores de 6 anos de idade.

moldagem gesso escoliose
A moldagem de gesso é feita sob anestesia geral em crianças para ajustar-se ao formato desejado perfeitamente.

2. Coletes

colete escoliose

Coletes semelhantes aos utilizados em adolescentes são comumente usados ​​quando há uma curva progressiva entre cerca de 20 e 50 graus. O uso da cinta vai durar 1 a 2 anos, dependendo do crescimento da criança. Ele precisa ser usado por 16 a 20 horas por dia, até que a curva desapareça (o que pode acontecer, especialmente em crianças com menos de 3 ou 4 anos) ou até o final do crescimento.

colete escoliose adolescente
Antes e depois de quase 3 meses do uso do colete para escoliose adolescente. A correção é grande em adolescentes e em crianças de até 4 anos pode zerar o grau de curvaturas mais simples.

Cirurgia de Escoliose de Início Precoce

Hastes para Escoliose

Elas são utilizadas quando os outros métodos falham. Esse método não é considerado a primeira opção de tratamento dada a alta taxa de complicações. O princípio da cirurgia é colocar pontos de ancoragem nas extremidades superior e inferior da curvatura (parafusos ou ganchos), sem expor o resto da coluna vertebral. Em seguida, as hastes são inseridas sob a pele ou músculo para serem anexados aos pontos de ancoragem.

As hastes agem então como um tipo de fino pilar interno, que permite o crescimento continuado.

Existem vários tipos diferentes:

A) Hastes tradicionais: Para permitir o crescimento, as hastes precisam ser desbloqueadas e alongadas com uma operação a cada 6 a 9 meses. As cirurgias repetidas podem causar problemas com cicatrizes e infecção. Além disso, a coluna tende a ficar rígida, mesmo que não tenha sido cirurgicamente fundida. Isto ocorre porque este método não imita o crescimento normal e constante da coluna vertebral.

B) Hastes de crescimento guiadas: A técnica Shilla usa uma combinação de fusão local na qual as hastes são bloqueadas, e parafusos acima e abaixo permitem que as hastes deslizem livremente. Isso permite um alongamento “automático”.

haste escoliose shilla

resultado hastes esoliose
O resultado do uso de hastes de crescimento na sequência das figuras A a D

C) Hastes magnéticas: Estas hastes são inseridas como as hastes tradicionais. No entanto, após a cirurgia elas são alongadas, simplesmente colocando-se um ímã giratório sobre a pele, sem necessidade de cirurgia. Isso pode ser feito a cada mês para acompanhar o crescimento da criança. Com a revolucionária técnica, evita-se as repetidas operações para alongamentos de 6 a 9 meses e provavelmente também a fusão espinhal vista na técnica A acima.

Barras magnéticas são uma nova tecnologias e ainda não está em uso geral. Os resultados iniciais parecem indicar uma menor taxa de complicações.

 Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA)

Existem muitos mitos sobre a causa de escoliose idiopática do adolescente. Vamos deixar claros aqui alguns fatos sobre a escoliose:

  • Não é um problema postural.
  • Você não desenvolve escoliose por dormir em um colchão macio.
  • O transporte de mochilas pesadas da escola não causa uma curva nem faz uma curva existente piorar.
  • Você não terá escoliose por assistir televisão demais ou comer muita comida não saudável.
  • A escoliose não é contagiosa – você não pode pegá-lo de alguém que tem uma curvatura.
  • Uma história familiar positiva é um fator de risco definitivo para EIA.

A grande maioria dos pacientes com EIA têm caso de escoliose familiar (genética). Existe também uma sólida evidência científica de que fatores “ambientais” desempenham um papel em causar a escoliose. Por isso, é geralmente acordado por aqueles que trabalham neste campo, que a causa de EIA é multifatorial.

O(s) gene(s) ainda não identificado(s) têm uma tendência muito forte de serem transmitidos, quando falamos de mulheres. No entanto, não há regras rígidas para o padrão de herança genética e uma menina ou um menino que desenvolvem EIA podem ser os primeiros a desenvolverem-na em várias gerações de uma família. Muita pesquisa ainda precisa ser feita para se entender essa questão.

Se um adolescente descobre ter EIA é uma precaução importante que seus irmãos sejam examinados para a patologia, mas não antes dos 11 anos.

Sinais Externos de Escoliose Idiopática do Adolescente

Eles dependem, em maior parte, de onde a curva está localizada na coluna vertebral.

Os padrões de curva são nomeados de acordo com a localização da vértebra mais girada (e) que está no ápice da curva. Existem três padrões comuns – torácica, toracolombar e lombar.

O segundo destes tem o seu ápice na junção entre as regiões torácica e lombar. As curvas podem apontar em qualquer direção, mas as curvas lombar torácica direita e esquerda são os padrões mais comuns. Um padrão de curva dupla também é comum com componentes torácicos direito e lombar esquerdo. A região do pescoço (cervical) não é afetada pela EIA.

sinais da escoliose

A Figura acima mostra os sinais externos de EIA em uma adolescente com escoliose toracolombar direita. Estes sinais, que são menos óbvios se uma menina está acima do peso.

Diagnóstico

 Teste de Adam – Manobra e Adams

tete de adams
Repare como um lado das costas se mostra mais proeminente que o outro.

Este teste é a chave para a detecção de escoliose e demonstra o componente rotatório fixo de uma curva.

Na região torácica as costelas acompanham a coluna rotacionada e movem-se para trás e para cima, gerando uma proeminência no lado do ápice. Por exemplo, uma curva torácica direita terá uma proeminência torácica direita no Teste de Adams.

Na região lombar não há costelas, sendo assim, quando existe uma curva lombar, os músculos do lado do ápice tornam-se mais proeminentes. Isto é chamado o sinal de reforço por causa da aparência da proeminência.

A proeminência com as curvas toracolombares é uma mistura das duas descobertas acima descritas. A Figura abaixo demonstra o Teste de Adams de forma ilustrada

teste para escoliose

Exame de raio-X

O raio-x é necessário e se soma ao diagnóstico clínico para que se chegue a conclusão perfeita sobre o tipo de escoliose apresentada.

Escoliose tem Cura?

Em primeiro lugar, os pacientes com Escoliose Idiopática do Adolescente e seus pais devem entender que o diagnóstico de EIA é clínico e radiológico. O diagnóstico é feito por exclusão, ou seja, eliminando-se condições como distúrbios neuromusculares, etc, que podem produzir um desvio na coluna.

Não existem marcadores bioquímicos ou outros (análises de sangue) específicos para Escoliose Idiopática do Adolescente. Além disso, não existem marcadores que permitam a um ortopedista cirurgião de coluna prever com precisão se uma dada curva irá progredir.

No entanto, existem dados sólidos sobre a probabilidade (o risco) ou a progressão, conforme detalhado na Tabela abaixo.

RISCO DE ESCOLIOSE

É facilmente deduzido a partir desta tabela que as curvas são mais susceptíveis de progredir e exigem tratamento ativo (suspensão ou cirurgia) quanto maior a curva se apresenta na idade em que o médico especialista em coluna é procurado pela primeira vez.

Isso ocorre porque as curvas progridem mais rapidamente durante o estirão de crescimento dos 11 aos 13 anos em meninas e cerca de 18 meses depois em meninos. Estes são valores médios e as médias aparecem somente no papel.

O desenvolvimento precoce da mama em meninas é um sinal confiável do início do estirão de crescimento. O início dos períodos (menarca) não é confiável a este respeito e a idade média para este evento é dos 13 aos 15 anos, momento em que o estirão é longo. No entanto, é perigoso aplicar regras rígidas a eventos biológicos. Cada menina e menino é diferente dos outros.

A gestão dos cuidados da escoliose centra-se no exame físico regular durante a fase de crescimento com raios-x, conforme necessário. Isto é importante porque a progressão da curva pode ocorrer sem que o portador esteja consciente de qualquer alteração. As quatro visitas mensais são habituais na fase de estirão do crescimento e com menos frequência até que o crescimento tenha cessado e que o paciente esteja esqueleticamente maduro. Aqui também não há regras rígidas.

O ângulo de Cobb, ou grau de escoliose é medido no raio-x. Os únicos tratamentos eficazes na gestão da EIA são os tratamentos com órtese e a cirurgia. Na midia propaga-se o sucesso com naturopatia, quiropraxia, programas de exercício e fisioterapia, estimulação elétrica e assim por diante. Importante frisar que nenhum desses supostos tratamentos pode resistir à uma análise crítica.

O critério para o sucesso de qualquer tratamento para escoliose é produzir medições precisas do ângulo de Cobb antes e depois de um programa de tratamento e isto as “terapias” supracitadas não podem fazer.

Curvas menores que 25 graus não requerem qualquer tratamento e somente observação é indicada durante toda a fase de crescimento. Não são impostas restrições às atividades do jovem. Embora uma curvatura de 10° ou mais seja escoliose por definição e esteja presente em uma a cada dez adolescentes meninas, apenas duas a três a cada mil, entram na faixa de tratamento ativo. A taxa de cirurgia é de aproximadamente uma por mil.

Tratamento com colete

O tratamento de suporte visa controlar uma curva e contê-la em um ângulo aceitável durante a fase de crescimento. Ela não cura a escoliose. Em candidatos adequados para um programa com esse tipo de tratamento a taxa de sucesso é da ordem de 80% e, portanto, nesses pacientes uma operação é evitada.

Existe um consenso generalizado de que no esqueleto imaturo, o apoio do paciente pode ser propostas em curvas na faixa de 30-40 graus. É também acordado, que antes da instituição do uso dos coletes deve haver uma progressão documentada com raios-x de pelo menos cinco graus. A razão para essa restrição é que um terço das curvas EIA com mais de 30 graus não progridem se nada for feito. A razão para a estabilização de tais curvas é desconhecida.

Cada cirurgião de coluna tem uma abordagem um pouco diferente com relação ao colete para escoliose e isso deve ser explicado para o paciente e os pais quando a opção for considerada.

Cirurgia Escoliose

Os últimos vinte anos têm visto grandes avanços nas técnicas cirúrgicas para a correção da deformidade espinhal de todas as causas. O princípio básico é aplicar alguma forma de fixação interna à coluna vertebral e corrigir a curva dentro dos limites de segurança. Isto pode ser realizado com muitas técnicas diferentes, mas geralmente envolve a aplicação de hastes de aço inoxidável, ganchos e parafusos na coluna para corrigir a posição. E o mais importante, unir as vértebras por uma fusão espinhal com enxerto ósseo advindo da pélvis do paciente.

Cirurgia para EIA tem sido feita de forma muito segura com uso de monitoramento da medula espinhal durante a operação. A atividade elétrica na medula espinhal é monitorada em estágios cruciais da operação para garantir que não corra qualquer risco. Hoje em dia, os pacientes de EIA doam seu próprio sangue antes da operação de modo que possam ser transfundidos se necessário.

Cirurgia para EIA produz excelentes resultados e quando indicada pode ser recomendada com segurança. A longo prazo, as únicas restrições ao paciente médio é para se evitar a participação em atividades de contato corporal e esportes de alto impacto.

A rotina pós-operatória varia de cirurgião para cirurgião e isso também deve ser discutido em detalhes bem antes da cirurgia.

Artigo feito com base em artigo de Scoliosis Australia.org

Suspeita de escoliose? Ache um ortopedista especialista. Clique aqui.

ORTOPedia BR

Autor: ORTOPedia BR

Maior portal de busca de ortopedistas do Brasil. Pesquise nossa listagem de especialistas. Só aqui você encontra todas as informações mais relevantes sobre o mundo da ortopedia e especialistas em joelho, ombro e cotovelo, pé, coluna...

  • C9G5O69

    Excelente artigo. Agradecimentos mil !!

  • Adilson José

    Bom dia! Meu ligamento rompeu ha mais de 2 anos. Qual o risco que corro se nao fizer a cirurgia??

  • José Rodrigues Junior

    PEÇO A DEUS QUE ME CURE, POIS ESTOU COM O BRAÇO FRACO !!!

    • Fernando Souza

      Faça hidroginástica e natação. Baixo impacto e alto fortalecimento, melhorando a musculatura e amplitude dos braços.

  • Vinícius

    Voltei a correr depois de 3 meses parados de qualquer aeróbico. Logo no primeiro treino já senti a canela queimando, travada e dolorida na primeira volta de 500m…Se eu não treinar, de acordo com esse artigo, eu nunca vou voltar ao q era antes e a dor sempre acontecerá quando eu tentar correr. Inúmeras situações de dores exigem q a pessoa continue treinando para fazer o corpo se fortalecer como era antes. Mas estes artigos sempre fazem terrorismo. Se o mundo fosse bem como querem q seja nesses textos de internet, o ser humano seria mais fraco do q já é.

    • Diego F G

      Cara já ouviu falar do David Goggins? O cara é o exemplo do que você falou. Se não conhece, recomendo conhecer. Abraços!

    • Felipe Bernardo

      Seu tornozelo estralava? O meu estrala bem encima do calcanho, se eu fico sem colocar toda a planta do pé no chão e movo ele..

      • Vinícius

        Não, só a canela queimava de uma forma muito intensa, mas eu ligava o foda-se e continuava.

    • Fernando Souza

      A órtese noturna que alonga os pés é maravilhosa. Eu não podia mais participar de corridas, esteiras, gastava muito com tênis e palmilhas. Fazia todos os dias fisioterapia e cheguei a fazer ondas de choque. A indicação médica era cirúrgica. Continuei com as fisioterapias e alongamentos e comprei essa órtese. Meu pé é outro depois de 6 meses. E invista em palmilhas desenhadas para os seus pés, isso fará muita diferença na sua vida. Faço 2 horas de esteira e o que dói são as pernas, nem lembro mais que tenho pés.

  • muito bem explicado…o tratamento da coluna vertebral depende sempre da origem do problema ou dor…

  • Julio Arbumio

    Minha esposa sofreu um entorse a muitos anos e não fez nenhum tratamento desde que eu a conheço tem o tornozelo inchado com edema e não posso nem mesmo tocar nesse tornozelo por ela sente muita dor ,sempre sente dor nesse tornozelo após algumas horas em pé a dor sempre aumenta .Será que tem algum tratamento nesse caso ??